segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Ao Nuno e restantes leitores...

Olá Nuno,

Em primeiro lugar queria pedir desculpa pela demora na resposta. Pela simplicidade e pouca actualização do Blog julgo que dá para perceber que não sou assídua navegante e que de tecnologias só entendo e me dedico mesmo ao básico.
Mas hoje aqui vim e descobri com surpresa e sincera emotividade a sua mensagem. Primeiro porque por mais que eu reconheça a realidade da conclusão deste projecto, a sua materialização ainda me parece irreal e fabulosa (usando esta palavra no seu sentido mais original como derivado de fábula). Quando me perguntam se escrevi um livro é com estranheza e timidez que respondo um abafado: sim! Por isso, saber da existência de leitores, e mais ainda leitores que se identificam ou que reconhecem em si, ou mesmo exterior a si, alguma realidade ou efeito na minha escrita, é maior do que tudo o que poderia imaginar.
Saber da identificação de alguém com algo tão íntimo como são as palavras que nos superam ao ganharem forma independente, é como um segredo partilhado. As palavras que o leitor lê extravasam a intenção do autor e passam a existir num espaço comum, num espaço ambíguo e único que não pertence nem ao leitor nem ao autor mas que é o elo entre ambos.
Agradeço inteiramente desprovida de qualquer aceitação de créditos.
Desejo o melhor para si e a continuação de uma boa aventura.
Um beijinho cúmplice,
Mónica Mirpuri

sábado, 9 de Maio de 2009





sexta-feira, 8 de Maio de 2009

O lançamento...

O lançamento...

Passou tão rápido por mim, sem que me apoderasse dele, que ainda me sinto tonta...
Ocorre-me neste preciso momento uma “quote” de um daqueles filmes que vi e revi centenas de vezes: “Surreal but nice”.- Julgo que dispensa apresentações, mas, para os que não a identificaram imediatamente, trata-se de uma tirada do Notting Hill, quando o Hugh Grant acolhe em sua casa uma vedeta de cinema Hollywoodesco , interpretada por Julia Roberts.
Foi precisamente isso que senti. Aquele mesclado de agradável confusão.
Tentando agora recordar, as imagens surgem-me como um composto de películas cinematográficas que remetem a um Tim Burton ou um Jean-Pierre Jeunet!
Recordo-me do Flash inesperado das câmaras fotográficas, do meu nome a ressoar ao som de uma mistura de vozes distintas, umas tão familiares e outras um pouco menos, recordo-me de ver o meu livro (que bom que sabe dizer “o meu livro”) na mão dos presentes e destes me pedirem para o assinar, recordo-me das palavras amigas, das palavras de apoio e de confiança, recordo-me dos nervos à flor da pele no momento em que me chamaram para me sentar perante a assistência que me observava expectante, recordo-me de procurar caras familiares e de perceber que todas o eram, recordo-me de ficar feliz com isso.

Aos presentes, gostava de ter dito mais algumas palavras que o nervosismo calou... gostaria, ao menos, de ter demonstrado como cada uma das suas presenças era indispensável.
Sem desfazer nos outros, gostaria ainda, de ter agradecido mais resolutamente a uma série de pessoas, sem o apoio das quais, tanto o ânimo como a coragem ou o incentivo tanto para a escrita como para...quase tudo... me faltariam.
A essas que nos são tão próximas, tão íntimas, tão queridas que queremos gritá-las ao vento e esperar que a sua brisa nos devolva o refrescar da sua presença. Ao sumo da vida, obrigada:
À família, todos sem excepção, com o desculpável destaque do núcleo mãe, pai, irmão, e claro, avó a quem dediquei este primeiro livro por toda a inspiração e ensino que a sua coragem me transmitiu; àquelas que integro e considero família por toda a compreensão, paciência e apoio – Sofia Francisco e Filipa Campelo.- ; aos que, conscientes ou não, me preenchem e emocionam a cada gesto de generosa e altruísta amizade, e menciono aqui apenas alguns, aos que ficam por mencionar não imaginem que vos quero e estimo menos- Maiazinha e Biluzinho, Susie Gomes, Mariana Duarte, Toninha, Lúcia Tomás, Piero, Lúcia, cátiuska, Mateus e Jacques, as meninas do Ballet Catarina e Sofia, Luiz Antunes, o desaparecido Melchior que fiquei mesmo feliz em rever, o Rui Frazão que foi uma surpresa encontrá-lo ali, os colegas e Amigos do SwáSthya Yôga, Hugo e Nádia, os meus (apoderados sem consulta prévia sobre a aceitação do título) Padrinhos Culturais e Literários Emanuel Dimas de Melo Pimenta e Luciana, Euclides e Carlos Veríssimo, Rute e à Dona São para quem sei que foi uma surpresa, Mira e Cristina, Luci, Aldair e Monique, Cristina Beckan a chefe e a mulher que engoliu o sol e o irradia, Maria José Mira a quem invadi a casa muita madrugada adentro à busca de colo, Isabel Prates que lançou agora uma revista cheia de qualidade e honestidade- a GW, a professora Anna Mascolo, cujas palavras e o próprio acto de mas dirigir perante aquela audiência me enchem de orgulho, a editora HFB, a professora Cristina Castro que, acima de tudo e para além do restante, me tem ajudado a ganhar confiança, a Isabel que ficou sem livro para que eu o pudesse entregar ao Professor Marcelo Rebelo de Sousa que por coincidência se encontrava no Grémio, José Castelo Branco e à Bethy, que com muita amizade ao longo destes anos sempre me levantaram o Ego, Viky Fernandes, Jorge Coelho dos Santos, Lina Poyet, Nuno, Eduardo Duarte a representar a família Duarte juntamente com a Toninha e a Mariana, Bethy Jardel, Isilda Peixe, Isabel Nogueira, Isabel Meirelles e Fernando Dacosta a quem não tenho palavras para agradecer os comentários que tiveram a amabilidade de me permitir publicar na contracapa do “Perder-me”, Maria Olímpia que tem sido incansável e que tem demonstrado uma amizade e uma dedicação mais que comovente, Isabel Wolmar que arrepiou e preencheu com a sua declamação do Amar!, Inês Serra Lopes que foi de uma generosidade extraordinária ( e peço desculpa o uso tão frequente da palavra generosidade, mas não existe outra que tão bem se adeqúe e que seja tão verdadeira), e de quem as palavras “aproveita enquanto aqui estás, sente o momento que vai passar rápido e depois parecer-te irreal” foram certeiras e fundamentais, e a tantos outros que a indesculpável memória destas 3h00 da manhã me faz falhar!!
Queria ainda agradecer aos “oradores”, a Editora, Inês Serra Lopes, Professora Anna Mascolo e Isabel Wolmar, pelas palavras que me dedicaram e pelo sentimento que as moveu.
E se isto não fosse o meu Blog, mas sim uma entrega de prémios genérica, já estaria a dar a musiquinha de fundo a mandar-me calar. Mas como de momento aqui se ouve boa música, daquela que sustenta a inspiração, sinto-me impelida a continuar a minha vaga de agradecimentos.
Assim, agradeço ainda aos ausentes ( aos que tinham uma boa desculpa, claro), Bia Couto e Júlia Duarte, Mohamed que está agora a começar a formar uma família linda, ao Riaz, sem o qual, o inconsciente incentivo formulado por palavras acertadas em direcção ao meu íntimo inseguro, não teria tido a coragem de deixar as palavras fluir, ao Vishal (ai ai ai), João Bixo e Aviva, ao Daniel que está em London, à Angelina (quando volta?), David Glassner (espero por si), Rui Aquino (largue tudo e venha para cá viver), à Melie, à Linda e Inês do Vale e a todos os outros, pois a presença ( às vezes mesmo à distância) dos que para nós são importantes alimenta-nos e motiva-nos.
Ainda, aos que já não fazem parte do meu quotidiano mas que farão sempre parte da minha vida.
E um muito especial obrigada à minha mãe que organizou, cuidou e preparou ao pormenor este lançamento, que deve todo o seu sucesso ao amor com que foi elaborado.

Não me alongo...

Agradeço de coração cheio!

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Convite ao lançamento

Convido a todos os que tenham a oportunidade de aceder a este Blog recém-criado, a comparecerem no lançamento oficial do livro "Perder-me para me encontrar..." e partilharem comigo este momento de alvoroço e emoção.

Dia 6 de Maio de 2009, no Grémio Literário, pelas 18h00.

A presença de cada um que tenha o interesse em conhecer-me, e aos meus amigos, faz de si parte integrante do meu circulo mais íntimo.

Diário da divulgação

Hoje, dia 23 de Abril de 2009, dei as primeiras entrevistas com vista a divulgação do livro.
Estou surpreendida com a simpatia e facilidade de trato dos jornalistas, mas mais ainda com o interesse e conhecimento sobre o assunto tratado. Aguardo agora os resultados das mesmas. Espero que mantenham a capacidade de surpreender pela positiva.

quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Perder-me para me encontrar...

A fuga de uma jovem de uma existência insípida. O seu encontro conturbado consigo mesma.

A menina que se perde e a mulher que se encontra.

Rebeca, uma jovem de temperamento recolhido e ansioso, que parte em direcção ao nada, para se descobrir na mulher independente que nunca ousou sonhar tornar-se.

O caminho, um processo de amadurecimento que tem como charneira um relacionamento inesperado, demasiado intenso e surrealista para que lhe conseguisse resistir.

A criação de laços intensos sustentados por um ambiente embaciado pelo calor dos corpos que se desejam e pela sua resistência à entrega, uma atmosfera enlevada em músicalidade e absorta em perigo.

O cenário, um espaço etéreo, um mundo à parte que surge em oposição ao contexto esterilizado e infecundo que o suporta.

Afonso, o homem, a paixão, a perdição.

Uma amizade, Maria, a base que a protege, a mão que a ampara no silêncio e a induz à realidade quando a mesma lhe é alheia.

A vida, esta alvorada inesperada que insiste em confrontar-nos com o que almejamos esconder-lhe.

A descoberta, o contínuo encontro com o mais profundo de nós.


A Editora & a Crítica de Fernando Dacosta

http://www.hfbooks.pt/noticias.php?id=17